quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

E você aí, já registou o seu último coito?

Tive hoje conhecimento de um curioso site onde os cibernautas sexualmente activos são convidados a georreferenciar as suas recentes quecas. A lógica é simples e linear, bastando entrar aqui, seleccionar com o botão direito do rato a zona do planeta onde acabaram de fazer o amor, preencher alguns dados básicos (género do próprio, género do 'parceiro', local específico onde ocorreu o acto, etc.) e, como se tal não bastasse, podem incluir comentários ou fotos ilustrativas. Ou seja, o paraíso dos voyeurs e exibicionistas.

Eu, por pura curiosidade científica (cof, cof), lá andei a espreitar uma coisita ou outra, apesar da irritação constante gerada pelos ocasionais pop-ups com meninas de mamocas ao léu que aparecem no canto inferior direito da página.

Como donzela recatada que sou, coibo-me de vos divulgar detalhes de meu último leito do amor. Deixo-vos porém (e para não dizerem que daqui não levam nada) uma indicação precisa de um sítio onde eu adoraria fazer umas quantas marotices engraçadas, só mesmo para o caso de alguém pretender criar um fundo financeiro para o efeito, incluindo respectiva viagem, fávavor.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Manifesto contra as protagonistas neuróticas

Não sou mulher de papar indiscriminadamente séries de televisão, mas o certo é que muitas destas produções têm vindo a substituir o papel que as telenovelas (brasileiras) tinham antigamente nas nossas vidas. Consequência: vê-se uma série aqui, outra acoli e, sem darmos por ela, aparecemos perdidos no meio de uma qualquer temporada interminável e citamos de cor e salteado os diálogos mais emblemáticos da nossa personagem favorita.

E quando digo aqui 'perdida' nem sequer é uma referência 'Lost', pois dessa obsessão livrei-me a tempo... acho, a menos que me dê um ataque de saudosismo e decida ver os episódios todos de seguida, como fiz com o 'Sex and the City', um caso paradigmático de obsessão (pessoal) tardia.

E se é certo que muita coisa tem vindo a mudar desde o tempo do Roque Santeiro e da Tieta, uma coisa permanece mais ou menos inalterável: a mania (um bocadinho machista, diga-se de passagem) de transformar as protagonistas em mulheres neuróticas e, consequentemente, emocionalmente instáveis. Além de serem invariavelmente bonitinhas e fisicamente perfeitinhas (o que já de si irrita bastante), são frequentemente portadoras de meia dúzia de características de personalidade que, mais coisa menos coisa, acabam por ir dar sempre ao mesmo. Ora vejamos:
- Foram normalmente vítimas de um trauma afectivo infantil (ex. separação dos progenitores, morte de um deles, alcoolismo do pai, violência doméstica, etc.);
- São muito boazinhas e as melhores amigas de toda a gente, no entanto são frequentemente vítimas de traição de amigos e colegas;
- Apreciam sexo mas, na hora H, toca sempre o telemóvel, normalmente com solicitações de trabalho, às quais acorrem pronta e indiscriminadamente, adiando a possibilidade de uma boa queca;
- Estão normalmente divididas entre o amor de dois homens ou perdidamente apaixonadas por um que as maltrata psicologicamente;
- São absolutamente viciadas em trabalho e andam sempre stressadas;
- Não possuem vida social, para além da companhia dos colegas de profissão;
- Nunca acordam com olheiras, apesar das noites que passam em branco a pensar nos amores perdidos e a chorar desalmadamente.

Caros, eu bem sei que isto faz render o peixe, mas honestamente acho que este tipo de mulher, a existir, seria altamente neurótica e impossível de aturar, quanto mais tornar-se um role model para o público feminino.

Proponho por isso aos senhores escritores de séries televisivas (e aspirantes) que puxem pela imaginação e criem uma protagonista digna de fazer o mulherio sentir-se orgulhoso. Aqui ficam alguns dos atributos desejáveis para as futuras Meredith Grey, Temperance Brennan, Carrie Bradshaw, Allison Cameron e outras que tais:
- Mulheres que saibam o que querem, como querem e quando querem;
- Mulheres que sejam porreiraças, mas humanas;
- Mulheres que tenham muito sentido de humor;
- Mulheres que apreciem (bastante) sexo e que desliguem o telemóvel antes de uma queca;
- Mulheres que sejam boas profissionais, mas separem trabalho e conhaque;
- Mulheres que participem em festas fantásticas e bebam uns copos por diversão (e não para chorar as máguas do gajo que a traiu com a melhor amiga ou assim);
- Mulheres que tenham mais charme que beleza;
- Mulheres que detenham uma carinha laroca, mas com uma ou outra imperfeiçãozinha para lhe dar personalidade;
- Mulheres que sejam felizes.


Ou será que ser feliz não vende? Hein?

domingo, 1 de Novembro de 2009

Os homens são como sapatos

À primeira vista pode parecer uma analogia descabida mas pensando bem até nem é assim tanto.
Vendo bem, também com os homens o processo é semelhante aos sapatos. Quando são aqueles homens ou sapatos mesmo especiais começamos por vê-los, apreciá-los, cobiçá-los. Damos por nós a imaginar os momentos fantásticos que poderíamos passar juntos. O quanto as nossas amigas não iam ficar roídas ao ver-nos com eles. Por vezes até temos noção que nunca os vamos ter mas não deixamos de sonhar e lhes dar uma espreitadela de vez em quando.
Quando, finalmente, os temos para nós e damos as primeiras voltas o mundo parece o paraíso e num momento de euforia até nos apetece dizer que não os queríamos largar mais. Essa conquista levanta-nos o ego e só nos apetece passar o dia a desfilar com eles, a alegria é tanta que até nos dá vontade de dormir com eles.
Os primeiros tempos são um máximo, eles cumprem a expectativa e andar com eles faz-nos sentir nas nuvens. É logo criado um monte de afinidades.
À medida que o tempo passa, a própria calçada começa a desgastá-los, o dia a dia é exigente, contamos com eles e sentimos que já temos uma história juntos e que eles não nos podem desiludir.
Mas, por vezes desiludem, magoam-nos e fazem calos, há que fazer uma pausa para cuidar das feridas do seu uso e arranjar todas as fendas que abrem e o desgaste que o seu uso provoca.
Até que acontece o que tememos, numa daquelas situações em que estamos lá no alto, o salto parte. Nessas ocasiões nem sempre é rentável manda-los consertar visto que a queda foi dura e embaraçosa, sendo que há um mercado que parece acessível à nossa espera e que nos promete sensações novas.
Ai, quando os arrumamos a um canto, há um luto a cumprir, uma dor profunda, tão grande que só finda quando voltamos a passar, novamente, à frente de uma vitrine.


O sapato assentou-vos na perfeição ou têm dúvidas em relação ao modelo? Em qualquer das situações, sigam os passos da Eva Luna, a proprietária de um 'estabelecimento' cujo nome eu adoro.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Total desprezo pelo meu fetiche

Para uma moçoila que, como eu, se contorce em agonias de prazer de cada vez que ouve falar castelhano, ter de escutar este monte de ditongos desgovernados, equivale a um banho de água gelada no topo do Monte Everest, seguido de uma massagem aplicada por mãos ressequidas e cobertas de areia:



No, asi no me gusta!


P.S. E a próxima Amante Ocasional já está a chegar, para nos explicar tim-tim por tim-tim as diferenças entre os homes e os sapatos... ou seriam as semelhanças? Olha, não sei, pero si yo fuera usted não perdia!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Observação de mamas em cativeiro

Já muito se falou e parodiou através da cultura popular sobre o velho (porém sempre vivo) hábito masculino de coçar com alguma frequência, de forma mais ou menos discreta, as zonas mais proeminentes e balouçantes da sua anatomia. O que eu hoje constatei, tendo por base observacional os 10 sujeitos do sexo feminino que participaram numa das mais fastidiosas reuniões de toda a minha vida, é que o mulherio também tem uma expressão fisológico-comportamental análoga à do bicho-homem: mexer, ajeitar ou posicionar de modo particular as suas mamocas.

Como certamente já se aperceberam, eu adoro tipificações, portanto aqui fica o resultado do meu estudo observacional, de carácter exploratório, com direito a algumas notas codificadas, registadas in loco, na margem esquerda no meu caderninho de reuniões:

- Mulheres que colocam as mamas por cima da mesa: em cada reunião ou escritório há sempre pelo menos uma mulher que o faz, sendo que este hábito predomina sobretudo naquelas que possuem estatura média-baixa e seios voluptuosos;

- Mulheres que estão constantemente a puxar as alças: o perfil da 'puxa alça' é geralmente o da senhora mais velha ou da mulher que sofreu uma recente alteração de peso mas que ainda não renovou os seus soutiens e o comportamento caracteriza-se por um puxar para cima alternadamente das alças do mesmo;

- Mulheres que as apalpam: há muitas justificações para esta ocorrência, que podem ir desde tensão mamária, a ardores ou sensibilidade nos mamilos ou ainda a subida do leite; no entanto há aquelas que, não sofrendo de nenhuma destas maleitas, parecem-se sentir-se confortadas com o seu próprio toque;

- Mulheres que as coçam: acontece sobretudo no Verão, quando as gotinhas de suor insistem em percorrer as curvas mais perigosas da anatomia feminina e vai daí que surge a tal comichão supostamente inadiável.

- Mulheres que gostam de apertá-las: acontece sobretudo com o mulherio que gosta de exibir aquilo que é (mal) escondido por detrás de decotes proeminentes; o seu modus operandi é fazer uma coisa que é meio caminho entre cruzar os braços e dar um abraço a si própria; se estes movimentos forem acompanhados de um ligeiro inclinar do corpo para a frente, então o mais certo é tratar-se de uma tentativa de sedução.

- Mulheres que gostam de esticá-las para a frente: Este gesto é muitas vezes acompanhado de um espriguiçar disfarçado e resulta num empinar dos seios, num movimento de projecção para a frente que, se falasse, diria 'Avante camaradas'.

- Mulheres que gostam de as observar: Trata-se de uma espécie de auto-voyeurismo mamário e estas mulheres podem ser identificadas pelo facto de baixarem frequentemente a cabeça e inclinarem-na cerca de 40º, ora para a esquerda, ora para a direita... ora para a esquerda, ora para a direita...

Não sei se este pequena sistematização do comportamento mamário feminino vos virá alguma vez a ser útil, no entanto garanto-vos que vos pode ajudar a ocupar a mente e a passar o tempo, não só em reuniões aborrecidas, como também na sala de espera do Centro de Saúde ou, quem sabe, why not, numa qualquer repartição das Finanças.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

... ou isso, ou peço a reforma por invalidez....




Vi isto no blog do Pedro Ribeiro e ele diz que viu no Facebook, eu agradeço porque resume na perfeição as minhas duas, vá três ultimas semanas no trabalho.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Prémio NóBél (como se diz na TV)

Qual é a novidade no discurso do Saramago?
Porque é que de repente(e mais uma vez) a opinião do senhor acerca da biblia e de Deus melindra tanta gente?
Porque é que o senhor deveria renunciar a nacionalidade poruguesa?
Hein?
Eu sinceramente não percebo e acho que ele não sabe mais o que dizer para promover o livro!(Ainda que não seja preciso, porque o senhor é bom)
Deixem lá o senhor em paz que ele tem direito à opinião dele.



P.S: Eu que até sou crente gosto dele, ou melhor, gosto do que ele escreve, ele na verdade irrita-me um pouquito.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Elogio à mulher real

Vivam as sardas naturais. Vivam as curvas verdadeiras. Viva aquele dentinho meio desalinhado que sobressai quando se sorri. Viva aquela sobrancelha que teima em nunca ficar perfeita. Vivam os cabelos despenteados de quem gosta de caminhar ao vento. Vivam as rugas de expressão de quem gosta muito rir.

Viva a mulher que cuida de si, mas que não vive em função da moda.
Viva a mulher que gosta (tanto) de si própria que não procura ser perfeita.
Viva a mulher real.
E vivam os homens que gostam de mulheres assim.

E viva, por fim, este vídeo já antigo, que contém uma mensagem sempre actual:

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

O poder da aliança (*por VM*)

Digo-vos: as mulheres de qualquer estado civil (solteiras, casadas, viúvas ou divorciadas) têm mais tendência a “perseguir” homens comprometidos do que ir atrás de alguém disponível, conclui eu que já tenho aliança à um ano e pensava que ser solteiro era possuir um harém eterno, pelo menos era o que eu recomendava aos meus amigos solteiros. Enganei-me, casar significa aumentar o tamanho da lista telefónica do telemóvel ou adicionar caras lindas no “facebook”… e não me tornei mais bonito com o casamento, garanto-vos. E esqueçam essa coisa do macho “tuga” de cabelos do peito ou do galã dos tempos modernos, nada disso, o homem vale aquilo que os olhares femininos dão por ele e não o que ele pensa que vale.

E porquê? A mulher teve uma ascensão dominante em todos os sectores da sociedade, nos últimos tempos, deixando de parte o lugar de submissa ao seu senhor para dar lugar uma “bitch” dominadora, senhora do seu nariz, controlando todo o jogo de sedução, escolhendo macho que quer, quando quer, como quer, nem que para isso o tenha que o roubar à melhor amiga. É um facto que as mulheres seleccionam os seus machos pela qualidade, enquanto os machos têm tesão cego de espalhar espermatozóides capaz de prolongar a sua prole, não importa onde ou em quem. Por isso cabe à mulher o papel “gourmet” na evolução. E está demonstrado, caras senhoras, que as mulheres heterossexuais acham um homem sexualmente mais atraente quando sabem que ele tem uma parceira fixa, querendo algo tipo móvel do Ikea já montado (entretanto alguém teve de “montar” o móvel, parafusos incluídos) e pronto a usar para seguirem uma relação duradoura (http://www.newscientist.com/article/dn17619).

E de uma maneira geral os homens falam pouco das suas relações, mesmo entre amigos. Mas é sabido que eles se queixam que quando tem companhia fixa do seu lado “elas não me largam… bolas quando estava sozinho não me ligavam nenhuma, agora pareço que tenho mel… as mulheres só ligam a um gajo para se lixarem umas às outras…”. É verdade, com tanta oferta um tipo pensa “ai se eu não fosse casado…”, mas quando passamos a “solteiros” maioria das vezes a oferta desaparece, provocando ao homem um choque de realidade tal, que o dito, muitas das vezes, volta para a sua ex de rabinho entre as pernas e, por ironia, o que encontra muitas vezes é o cheque da pensão de alimentos à sua espera, pronto para ele assinar antes de se pôr a andar, ele chumbou no teste de qualidade e como tal está fora de jogo.

Portanto homens não ignoreis o poder da aliança, se querem ter sucesso, estejam vocês ocupados ou não, se querem correr riscos, se querem ter hipóteses na vossa noitada não se esqueçam de colocar uma aliança no dedo, a serio. E boa sorte.


Querem conhecer de perto o Senhor do Anel? Então passem pelo blogue Comia-te no Divã (sempre adorei este nome, irra) e deixem-se consumir pelo charme de um homem casado.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

1... 2... 3 Coisas boas para celebrar

Coisa boa nº 1. Começámos esta coisa a três, pouco depois tivemos um 31 e agora atingimos um 69 (yes!). Mari, bem-vinda à ménage que, agora sim, já é uma verdadeira orgia e bem-vindos também os 68 que vieram antes de ti. Hoje é dia de festa e, por isso, estamos de bar aberto!

Coisa boa nº 2.
Chamem-me de nascicista, vaidosa, umbiguista, whatever, mas descobri hoje esta música de Michael Nyman que, além de ser linda, intitula-se - imaginem só - 'Debbie':



Coisa boa nº 3. Já temos o quarto Amante Ocasional a espreitar-nos aqui à porta. Desta vez é um menino e vai partilhar connosco alguns dos segredos sobre os homens casados. Não sei como é que é convosco, mas eu cá estou curiosa.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Coisas que me tiram do sério#1



Nestas alturas de eleições não consigo suportar as pessoas que não vão votar. Não consigo perceber como é que alguém prefere ficar em casa, com o rabito no sofá, na esplanada ou lá onde seja e não ir votar! Votar é coisa para nos tirar uns 10 minutos do dia.
São estas as pessoas que dizem aquelas frases do tipo: " A politica não me interessa nada!", "Aqueles gajos são todos iguais, só querem é tacho".
São também estas as pessoas que daqui por uns tempos, serão os primeiros a dizer mal do governo e do país, no entanto quando podiam fazer alguma coisa...preferiram não fazer nada!
Não consigo perceber porque para além de ser ridiculo, é uma verdadeira falta de respeito por quem lutou pela democracia e pelo direito/dever de voto. Tenho para mim que estas pessoas mereciam viver em plena ditadura.
Existem maneiras tão simples de expressar o descontentamento com os politicos e as suas ideias, maneiras tão simples como o voto nulo ou o voto em branco, mas para isso diz que é preciso ir às urnas.
Realmente isto tira-me do sério. A maior força politica é a abstenção!
Ainda que tivesse ficado muito contente com o resultado eleitoral, continuo revoltada com a inercia dos portugueses.
Foi o desabafo do dia!

domingo, 27 de Setembro de 2009

A pele (*por Miss Kin*)

Este é o maior órgão do nosso corpo e tem uma importância proporcional ao seu tamanho; tudo e todos os que temos à nossa volta, estão lá porque a nossa pele deu o aval.
Nós humanos, somos bichos complicados.
Se pensar bem, todos os relacionamentos que já tive, obrigatoriamente tinham o seu quê de compatibilidade de pele…

Mas há compatibilidades e compatibilidades. Há aquelas em que te sentes bem com a pessoa que está ao teu lado, sabes que ali há conforto, e paciência, personalidade e vontade de dar para além de receber… Às vezes a pele tem um cheiro familiar, como aquele que se desprende de uma lareira acesa, ou de lençóis lavados, outras tem o toque de muitas horas passadas em conjunto, com lágrimas e risos à mistura, com experiências partilhadas e nuvens negras desbravadas.
Há aquelas que sabes logo que vão fazer parte da tua vida daí para a frente, porque logo pela 1ª vez que se tocam, se iluminam.

Isto tudo para falar do mais explosivo factor da pele; é a pele, que é como quem diz, a química entre a nossa pele e a de outra pessoa, (e não deve haver muitas em que isso aconteça), que faz com que tudo vire fogo, com que um toque deixe uma marca de queimadura, um beijo incendeie todo um corpo e não tenhamos força para parar o tsunami de sensações que estão a brotar dos nossos mais recôndidos cantos, é aquela pessoa que te faz levantar os pés do chão e ir para onde a vontade te levar…

E nada disto tem a ver com um qualquer sentimento romântico, ou ideia de que é esta, a pessoa com quem vamos partilhar a nossa vida. Tenho para mim que nem podia ser assim, não seria saudável e se calhar nem seria sequer de perto, tudo o que queremos para nós, longe dos momentos de fogo.

É sem dúvida uma experiência a ter, um turbilhão de coisas, sem necessidade de amarras, preocupações ou simplesmente nome.


Arrepiou-vos a pele? Então deixem-se (continuar a) tocar pela Miss Kin, que é dona do estaminé Perguntas Sem Resposta... Ou Não! e 'congeminadora' de Teorias da Nuvem.

sábado, 26 de Setembro de 2009

'Banana Splits', 'Cock Tales', 'Talk Dirty to Me, 'Deep Throat'...

Everyone on the team scores when her pom-poms fly!

Ora vamos lá então esmiuçar o post anterior. Através do mesmo desafiava-se o estimado leitor a adivinhar a génese do nome Debbie, tendo sido facultadas 15 hipóteses de resposta. Extraídos os votos nulos e as abstenções, houve quem apostasse que eu era fã da Debbie Harry dos Blondie, que eu tinha sido rebaptizada pelo povo do Canadá (essa bela localidade!), ou insinuasse que eu teria talvez um toque de romântica clássica e que gostaria que cantar à chuva.

Porém, lamento informar que nenhuma dessas hipóteses está correcta. A verdade nua e crua (e aqui 'o termo nua e crua' não podia ser mais bem aplicado) é que o meu nome provém do mítico, do clássico, do estonteante 'Debbie Does Dallas', um daqueles filmes-bolinha-vermelha-no-canto-superior-direito-do-ecrã, que já fez e continua a fazer as delícias de muitos jovens e adultos por este mundo fora.

Rodado em 1978 e protagonizado por Bambi Woods (ai como eu adoro este nome!), o filme ainda é do tempo em que eram raros os implantes mamários ou a depilação genital, em que os homens ainda mantinham os pêlos do peito (apesar de circuncidados, ptptpt) e onde o enredo tinha, efectivamente, alguma história (sim, belisquem-se, não é só cabum cabum).

E é precisamente daqui que vem o nome da vossa Deb. Foi inspirado numa moçoila muito boazinha, voluntariosa, desprendida e, acima de tudo, muito dada... uma joinha de moça, noutras palavras. Esta elogiosa designação (eu ousaria até dizer condecoração) foi gentilmente atribuída pelas minhas companheiras de blogue que, vendo em mim um certo quê de Samantha do SATC, acharam que 'Debbie DD' (designação original que, aliás, ainda se mantém intocável no meu endereço de e-mail) tinha tanto de provocador como de original.

Agradeço os palpites gentilmente enviados e lanço daqui uma ovação ao único vencedor deste quizz. E porque o nome dele (também) tem uma história peculiar, convido-vos a (re)descobrirem a génese do... Capitão, pois acreditem que tem piada!

E quantas vezes não dou por mim a pensar, enquanto me passeio pelos vossos blogues: 'Mas onde será que aquela alminha foi buscar aquele nick, pá?'
Querem partilhar?


P.S.: E é já este fim-de-semana que vamos ter um nova rambóia das boas aqui em directo no M3. Falo-vos do próximo Amante Ocasional que é, na realidade, outra menina aqui da nossa praça. Auto-intitula-se como uma salada de fruta, mas deixa-nos muitas vezes com a cabeça nas nuvens. É esperar, ir espreitando, que ela já está a chegar.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Esmiuçar a Debbie: As origens do nome

Eu própria já me referi a ele num outro blogue como sendo 'o nick mais parvo da blogolândia' mas o certo é que, ao fim de quase 6 meses de existência ciberespacial, acabo por lhe achar (tal qual o fado da Amália) um jeito engraçado.

E como quase tudo nesta vida tem uma explicação inteligível (salvo os OVNIS, o Triângulo das Bermudas, a telecinese, a Área 51, o fenómeno musical André Sardet e todos os comportamentos de índole xenófoba), também o nome Debbie tem uma razão de ser. Ah pois é, bebé!

Então assim em jeito de quizz do Facebook, peço-vos que indiquem a resposta que vos parecer mais apropriada. Isto só para dar um certo colorido à questão, vale?

Posto isto, vocês acham que...

1. O meu primeiro nome é Débora;
2. O meu segundo nome é Débora;
3. O meu nome não é Débora, mas eu gostava muito que fosse;
4. Sou fã da Debbie Reynolds e do filme 'Singing in the rain';
5. É o nome da minha cadela;
6. Foi o nome da minha primeira gata;
7. Sou fã da Debbie Harry (e) dos Blondie;
8. Era o nome da minha boneca preferida na infância;
9. Costumava ser o meu nome de 'caça' no Hi5;
10. Foi baseado num famoso filme pornográfico dos anos 70;
11. Foi-me atribuído através de um quizz igualmente estúpido no Facebook;
12. Foi-me atribuído pelos meus amigos canadianos que não conseguiam dizer o meu nome (português) correctamente;
13. Inventei-o quando estive a trabalhar como dançarina numa discoteca;
14. Os n.ºs 2 e 4, em simultâneo;
15. Os n.ºs 6 e 13 em simultâneo.

Ora, venham de lá então os vossos palpites.

P.S. Malta distraída, atentai por favor ao facto da vossa Debbie ter virado recentemente uma 'Deb'. É triste quando uma gaja perde os três (e ainda por cima ao vivo e a cores) e ninguém dá por nada!

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

O principal problema dos homens que não gostam de futebol

É que nem nesse dia há garantias de eles chegam cedo a casa.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Os homens, as pilinhas, os carros e... a banda sinfónica da GNR! (*por Pólo Norte*)

Ontem tive, mais uma vez, a experiência interessante que é assistir a um Concerto de Gala da Banda Sinfónica da GNR (don't ask!) no Olga Cadaval, em Sintra.
Um batalhão de homens em palco com os respectivos instrumentos (leia-se no sentido literal, ok?), maestro de jaqueta elegante (sim, sou das que gostam de fardas...) com a batuta em riste, tudo pontual, afinado, em plena sintonia. Tudo tão certinho que começou a fazer confusão a esta cabecita loira que se pôs a divagar sobre a arrumação cénica da coisa.
Os homens com instrumentos grandes (bateria, bombo, contrabaixo, pratos) ficavam todos mais atrás, sem qualquer complexo, seguros e sem necessidade do protagonismo dos lugares da frente, onde se instalavam os bons de boca, que é como quem diz, os músicos de instrumentos pequenos (e de sopro como as flautas, os oboés, os clarinetes e afins) que tinham os olhos instalados sobre si ( a média de idades da plateia era os 40/50 anos e a miopia também não perdoa) e suavam em bica seja pelo calor das luzes da frente de palco ou pelo protagonismo que, no fundo, sempre desejaram tanto como temeram.
Ora, sendo eu especialista em encontrar relações onde não as há pensei que a relação homens/pilinhas/carro e músicos/instrumento/disposição em cena tem tudo que ver uma coisa com a outra.
Os homens com pilinha grande são, no fundo, como os músicos com instrumentos imponentes: não precisam de um carro ou lugar da frente para se afirmarem. Seguem seguros, firmes e com um ego inchado em Seats Ibiza, Volkswagen Fox ou podem mesmo nem ter carta e andarem orgulhosamente de transportes públicos sem qualquer complexo.
Por seu lado, os homens com pilinha pequenina não passam de músicos de sopro, com flautas delicadas, medo de perderem o fôlego e necessidade de atenção, pelo que, as luzes sobre eles, o destaque na boca de cena se traduzem na compra de Jaguares, Mercedes, BMW e carros com valor inversamente proporcional aos respectivos instrumentos (leia-se aqui em contexto figurativo).
Sei que vão haver ressabiamentos, hate mail e comentários de horror a este post mas deixo-vos com uma questão: os homens quanto mais velhos ficam não têm maior necessidade de comprar carros mais cagões? E não, não é por terem conquistado um maior nível de vida e terem mais dinheiro... É porque falta-lhes o fôlego e a flauta começa a ficar gasta. Pensem nisto e... deixem a banda passar!


Querem saber mais coisas sobre a ursa que escreveu este texto? Então visitem o blogue Quadripolaridades e digam lá se esta miúda não tem pinta?

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

As gajas e a mania dos signos

Primeiro foram os comentários habituais sobre a crise nacional e as eleições que estão para vir. Rapidamente se passou ao tema das namoradas dos jogadores de futebol. Logo depois vieram à baila as mamas da Maya, o que serviu de pontapé de saída para mais de uma hora de conversa sobre astrologia.

Pois é, meus amigos, este é o retrato de uma tarde passada num salão de cabeleireira de bairro, num espaço de quatro paredes que, sendo amplo, é sempre insuficiente para conter tanto duplo cromossoma X. Ali fala-se de tudo sem se falar de absolutamente nada, sendo que o ‘nada’, por alguma razão que ultrapassa o meu entendimento, vai sempre bater à coisa dos astros. E logo os astros, pobrezitos, que não fizeram mal a ninguém. É olhar para o céu e vê-los na sua vidinha, a quilómetros de perder de vista, movendo-se ao sabor da força gravitacional. Ainda assim, há quem ache que os maganos têm força suficiente para influenciar o nosso destino para todo o sempre, só porque tivemos a sorte (ou azar) de nascer em determinado dia e a determinada hora. Eu cá achava que o nosso ‘destino’ tinha sido ditado por alguma outra força de atracção, assim tipo uma bela queca há 9 meses. Mas isto sou eu que não percebo nada destas coisas.

Mas o que me diverte sobremaneira é que, no campo dos astros, toda a gaja tem uma opinião perfeitamente formada sobre o assunto e, pior ainda, insiste em partilhá-la com os demais. É é aqui que surgem os habituais comentários-cliché (e atenção: eu a-d-o-r-o comentários-cliché). Eis os mais populares:
- Ai, o X. é Carneiro. Teimoso, teimoso, teimoso, como nunca vi.
- A Z. é Gémeos. Tem dupla personalidade: umas vezes está muito bem e outras vezes está que nem se pode aturar.
- A minha colega W. é Escorpião. Tem um feitio. É má como as cobras, mas nem as cobras têm tanto veneno.
- O meu filho V. é Leão. Tem cá uma personalidade forte. É o líder da turma na escola.


Eu, sendo Virgem há cerca de três décadas, já adquiri algum traquejo no que toca reagir a piadas provocatórias (ou piadas-cliché) e antecipo-me sempre às mesmas. A minha ‘apresentação’ depende naturalmente do interlocutor e do contexto, mas normalmente varia entre ‘Sou Virgem, não se nota?’, ‘Sou Virgem, quem diria…’, ‘Sou Virgem nas orelhas’ ou (best pick up line ever) ‘Sou Virgem, queres vir resolver o assunto?’. Acontece porém que, naquela enfadonha tarde passada no beauty saloon, saiu-me espontaneamente da boca um ‘Sou Virgem com ascendente em Virgem’, que fez atrair vários olhares sobre a minha pessoa (e logo eu que detesto ser o centro das atenções quando tenho uma toalha na cabeça). A expert do ‘grupo’ (ou ‘fêmea alfa’ em termos de astrologia), como que possuída por uma força maior do que a do Big Bang, desata a pôr a nu a minha personalidade astral e vai de me dar uma enxurrada de conselhos para eu ser mais feliz.

Ora, como felicidade nunca é demais, eu prometo-vos que vou seguir à risca a dita fórmula da felicidade. Assim sendo, saibam que a partir de agora procurarei trabalhar menos, ser menos perfeccionista, viajar mais, descontrair mais, viver um dia de cada vez, ser menos conservadora, etc. etc.

Se os conselhos da senhora são certeiros ou não, não me interessa. Eu só sei é que isto me cheira a rambóia da grande e que darei o meu melhor para não a desiludir.


P.S. E vão-se preparando para assistirem em directo a um novo empernanço aqui no tasquinho do costume. Desta vez é com uma gaija (oooooh kinky!) que alega sofrer de distúrbios psicopatológicos. Vem de uma área longínqua do planeta, mas não só compreende como fala na perfeição a nossa língua ;). E ela vai-nos falar de flautas e trombones... ou será que é de outros instrumentos?

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Porque me doem as pernas e o rabo ou As férias são fantásticas

Quando só se tem quatro canais e estamos de férias corre-se o sério risco de morrer estupido!
De manhã só temos as seguintes opções:

Praça da Alegria que mantém o mesmo formato há anos a fio, completamente sem interesse e com o Jorge Gabriel a tentar ter piada (CREDO)!
O programa(não me lembro o nome) do Goucha e da Cristina Ferreira que tem o espaço dedicado ao fabuloso concurso do Roda Você onde se fazem perguntas sobre novelas e depois tem o espaço dedicado às desgraças, sejam elas doenças sejam crimes!
O novo programa da Sic, com a Rita Ferro Rodrigues e o Francisco Menezes, é mais do mesmo mas, provavelmente, por ser novo, despertou-me um certo interesse. Hoje por exemplo consegui aprender algo novo, o que são ostomizados.

Vem a hora dos telejornais e a primeira meia hora(45 minutos se for a TVI) são mortes, acidentes e outras desgraças. Os ultimos 20 minutos são sobre futebol que parece que é o único desporto que existe, diz que os outros não são bem desportos.
Sobram cerca de 15 minutos, dos quais 10 são sobre a troca de palavras na campanha politica e ou outros 5 são noticias a sério.

À tarde a escolha é ainda melhor:
Na RTP1 o João Baião continua a mil à hora e sem pingo de interesse.
Na SIC voltou a rainha da lamechice(Fátima Lopes) e passa-se uma tarde inteira a perceber como existem desgraças em Portugal e como a senhora é uma boa alma e nos dá a conhecer todas elas.
Na TVI temos a senhora com a voz mais irritante da tv, Julia Pinheiro, e lá vamos nós outra vez para mais uma tarde de desgraças.

Salva-me a RTP2 com um programa realmente interessante,Sociedade Civil, onde se pode aprender alguma coisa.

A tarde continua e só sobra as telenovelas do fim de tarde ou o programa do Fernando Mendes.

Como a noite continua a ser um perigo para a nossa sanidade mental, resta-me colar-me ao pc.

Mas é por tudo isto que estou com dores infernais nas pernas e no rabo. É que com tanta qualidade tenho andado muito ocupada a fazer as minhas caminhadas, a andar de bicicleta pelos montes e vales e tenho andado mesmo ocupada a divertir-me nuns comes e bebes com os amigos.
Posso morrer de cansaço e de barriga cheia, mas recuso-me a morrer estupida.

Fantasmas do passado: os que andem aí e os que meia volta aparecem

Hoje ouvi na rádio uma musiquinha dos Abba - o ‘Fernando’ - que tem sempre o efeito de me transportar para um determinado momento da minha adolescência em que presenciei uma daquelas cenas que julgava fazerem exclusivamente parte do universo bollywoodesco (assim soubesse eu da existência de Bollywood) ou então de uma qualquer novela venezuelana de dobragem manhosa. Refiro-me ao dia em que vi a Dona M., uma vizinha lá do bairro onde eu então morava, desfalecer em plena via pública só porque alguém se lembrara de pôr a tocar no gira-discos, o long play dos Abba onde constava a dita música.


Prestados os primeiros-socorros possíveis e restabelecida a consciência da senhora M., logo tratei de me inteirar do motivo que suscitara tão aparatosa reacção. A história, apesar de longa, foi-me contada através de pequenos fragmentos que, à semelhança das peças de um puzzle, procurei unir em busca de um sentido. Assim sendo, e após extraídos os vários cor-de-rosismos da história, reza a mesma que a Dona M., aquando dos seus 18 aninhos, se perdera de amores por um primo marinheiro, de seu nome Fernando (voilá), que comera à sua mesa, bebera dos seus lábios e vivera em seu corpo ao longo de dois felizes anos. A partir daqui as teorias divergem, mas vão todas dar ao mesmo: que o primo Nando navegara rumo a outro porto, que encontrara um novo amor, que bebera noutra mesa, que morara noutros lábios, que devorara outro corpo.

M. nunca conseguira recuperar de tamanho desgosto e, quase 30 anos depois, era vê-la prostrada no chão, vítima de um duro golpe discográfico perpetrado pela única banda sueca de sucesso comercial à escala mundial (ok, depois vieram os Europe, os Roxette, os Ace of Base e os Cardigans. Picuinhas, pá!).

Pergunto-me várias vezes como terá a Dona M. sobrevivido a esta onda de Abba-revival e se, tal como a personagem interpretada por Meryl Streep, também ela terá reencontrado o amor da sua vida.

Apesar de nunca me ter considerado uma romântica inveterada, nem tão pouco acreditar em histórias de almas gémeas, de caminhos cruzados ou de outros fenómenos que, para mim, sempre roçaram ali um bocadinho o paranormal, dou por mim a desejar ardentemente que a menina M. (sim, apetece-me chamá-la de menina) reencontre o seu primo Nando e com ele navegue para uma qualquer ilha perdida no meio do mediterrâneo.

Provavelmente devia terminar este post com uma música de Abba... era bonito, não era? Altamente kitcsh, mas sem dúvida bonito. Porém, vão ter de me desculpar meus amigos, pois os Abba à M. pertencem. Permitam-me, em vez disso, este pequeno apontamento de nostalgia (pessoal) e deixem-me que vos embale com uma das músicas que, durante algum tempo, me rasgou a mim a mim o coração - e todos temos pelo menos uma música que nos rasga o coração, verdade? Então esta é a minha:




terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Sinais (por *Arrumadinho*)

Sinais. Os homens preocupam-se e dão muita importância aos sinais das mulheres. Nós vivemos, vibramos, agimos instintivamente a sinais. Nós interpretamos sinais. Nós paramos – tipo cão, com uma pata esticada e uma orelha no ar – aos vossos sinais.

Mas quais sinais? Todos os sinais.

Quando um homem está interessado numa mulher desenvolve um instinto de percepção e recepção de sinais. O mais básico – e para que entendam bem do que é que estou a falar - é o “Queres subir?”, quando vos vamos levar a casa. “Queres subir?” é, para qualquer homem, um “vamos foder?”. Lá está: a mensagem sai da vossa boca em forma disso mesmo, de mensagem. O nosso ouvido capta-a, o nosso cérebro identifica-a como um sinal, interpreta-o da forma que melhor nos serve o interesse e envia a mensagem à língua para formular a resposta instintiva: “Sim, posso subir um bocadinho”. Aqui somos nós a codificar a mensagem, que, claro, é “sim, quero comer-te”.

Mas este é o exemplo básico de um sinal. Depois há os outros. Por exemplo, imagine-se que recebemos um mail de uma gaja que andámos a comer há tempos e com a qual nunca mais falámos desde a última queca. Lá está: o mail pode dizer apenas: “Olá, tudo bem? Há quanto tempo! Como vai essa vida?”. Os nossos olhos vão ler isto e o nosso cérebro vai descodificar de imediato a mensagem e transformá-la no nosso sinal: “Olá, tudo bem? Tenho saudades de foder contigo. Estás disponível?”. Claro que a nossa resposta será igualmente codificada e cordial: “Olá. Está tudo bem comigo. E contigo? Já tinha saudades de saber de ti, pá. Espero que estejas bem”. Isto significa, na realidade, “Ooooooolha quem ela é! Está tudo bem?? Olha-me esta! O que tu queres sei eu, pá. Mas olha, já nem me lembrava de ti, mas já te comia outra vez!”.

Isto dos sinais é válido para o dia-a-dia, para as coisas mais simples. Seja para um olhar (nós estamos muito atentos à forma como vocês nos olham) seja para um gesto, seja um aparentemente inocente SMS.

Muitos casos amorosos começam de forma aparentemente inocente. Mas essa inocência é, em si, um sinal que nós interpretamos. É-nos muito fácil perceber o que vocês querem. Os homens são básicos, são estúpidos e acham quase sempre que o que vocês querem é sexo. E convencemo-nos disso. Por isso atiramos o barro à parede, por isso fazemos figuras tristes, por isso nos atiramos para fora de pé de forma despropositada em conversas aparentemente normais. Nós somos assim. E a verdade é que fazemos tudo isto com base nos sinais, nos tais sinais. Às vezes damo-nos mal. Mas a experiência diz que, enquanto formos tentando, vamos ter sempre sorte. Sem em cada 10 tentativas sacarmos três quecas já nos damos por satisfeitos.


Et bien, merci, notre cher Arrumadinho, por teres aceite empernar aqui com as miúdas nesta primeira ménage (à séria) da nova temporada. Atendendo à extinção da tua espécie (hoje em dia somos todos muito desarrumados), não poderei aqui colocar o link para o teu blogue, pelo que tomo a liberdade de deixar o teu contacto de e-mail: oarrumadinho@gmail.com. Agora façam-me todos um favor e escrevam para lá a pedir-lhe mais textos destes!

Olha, assim de repente, que prenda tão gira que eu podia receber no meu aniversário #2

E enquanto se acertam pormenores de vírgulas e de pontos de exclamação relativamente ao primeiro post do Amante Ocasional, aqui fica mais uma sugestão de como tornar esta criaturinha que vos escreve (moi même) louca de alegria (ou simplesmente louca) nesse memorável dia que se aproxima a cavalgadas largas.


Eis a prenda:


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Vestido de Batman, com roupa casual ou eventualmente despido.
A sair do bolo, a entrar no bolo ou, simplesmente, o bolo.

Uma coisa é certa: se eu não fosse uma mulher séria e fiel ao meu Coiso, alambazava-se à grande com o Christian Bale!

domingo, 6 de Setembro de 2009

Ai porra, agora é que não ganhamos o selo do 'Cuidado ao Abrir'


... por ter feito, à tua revelia, um post sobre sapatos e pelo facto de nos ter deixado fora da corrida ao selo 'Blog de gaja que não fala de sapatos' a atribuir pelos meninos do Cuidado ao Abrir.

Ainda por cima, os sapatos pertencem à colecção do ano passado, mas são os mais altos que tenho cá em casa. Vergonha em mim, não digam a ninguém, pois ainda podem pensar que eu só mas é um gajo!


P.S.: E está aí quase a bombar o primeiro textinho do 'Amante Ocasional', que nos foi gentilmente oferecido por um convidado muito especial, frequentador aqui do tasco. É menino, escreve bem e é do Benfica. Palpites?

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

A Nova Temporada M3: UMA MÉNAGE COM SWING À MISTURA

Como certamente se recordam, anunciámos há algum tempo atrás a saída da nossa Briar Rose. Esta perda deixou-nos com um enorme buraquinho no coração e, além disso, com um posto de trabalho por preencher. Sabem como é, a malta habitua-se aos threesomes e a ideia de um ménage à deux não parece fazer qualquer sentido!

Ainda pensámos em colocar um anúncio do tipo:
'PROCURA-SE BLOGGER (m/f)
Bem-educado, asseadinho, com experiência à frente do balcão de tascos.
Pedem-se referências e Curriculum Vitae actualizado (de acodo com o modelo europeu)'

Podíamos tê-lo feito, é certo. Mas o técnico de recrutamento e selecção encontra-se de férias e nós é mais copos e sandes de presunto.

Face ao exposto e tendo em braços este duro dilema, eu e a Pink decidimos que nos íamos deixar de parceiros fixos. O swing está na moda e nós, como miúdas modernas que somos, vamos aderir a esta nova tendência. Assim sendo, ali na caixinha dos contribuidores (que, no caso concreto, aparece como 'Les trois'), irá aparecer a partir de agora uma nova personagem que terá a designação de 'Amante Ocasional'.

E quem é o 'Amante Ocasional'? - perguntam vocês, perversos polimorfos do meu coração.

E a vossa Debbie responde: O 'Amante Ocasional' são vocês. Ah, pois é, bebé!
Chega de ficarem aí armados em voyeurs, sempre do lado de lá do balcão, sempre do lado de lá do balcão (a repetição foi propositada), a verem a Mna. Deb e a Mna. Pink sem mãos a medir face ao aumento crescente da clientela aqui no tasco.

Se é certo que o salário não é grande coisa, há sempre bebidas à pala e aqui não se olha a gastos em cacahuetes (adoro a palavra cacahuetes, pronto!). Por isso, deixem-se lá de pudores e juntem-se aqui à ménage, bale?

E - perguntam novamente vocês - como me posso eu juntar à ménage?
Muito fácil, amiguinhas e amiguinhos. Basta enviarem o vosso textinho (ou textinhos) para o mail queroentrarnamenage@gmail.com (é o mesmo que 'quero entrar na menage', só que tudo junto, capisce?) ou, se preferirem, escrevam directamente para o mail das meninas. Os textos serão posteriormente publicados, com referência ao nome ou pseudónimo do autor e também o link para o respectivo blogue.
De quando em vez iremos convidar alguns bloggers para empernarem aqui c'a gente (que é como quem diz, darem cá uma perninha e dizerem de sua graça).

Então e se eu não tiver um blogue?
Oh, pobrezitos! Se não tiverem um blogue não faz mal, que nós aqui não discriminamos ninguém. Enviem na mesma o vosso texto através de e-mail, indicando o nome através do qual pretendem ser citados.

E sobre que assuntos posso eu escrever?
Em parecendo assim parva, esta pergunta é bastante pertinente, isto porque a malta normalmente acha que aqui na ménage é tudo gente promíscua que só fala de sexo (Nonsense, guys! Eu é que dou má fama aqui ao tasco porque, além de perversa, sou também uma grandecíssima 'tagarela'). Trocado por miúdos, isto significa que vocês aqui vão poder dissertar sobre o sexo dos anjos, dizer mal do ex-marido, queixar-se da doida da vizinha, enviar um vídeo convosco a fazer o pino, exprimir uma opinião sobre a couve lombarda, etc., etc.*, sendo que naturalmente daremos preferência a temas que estimulem a discussão salutar entre as pessoas.

E o que é que eu ganho em participar na ménage?
Muita coisa, amiguinhos. Temos à escolha entre vários benefícios do estado (não se esqueçam que nós somos um serviço público), tais como redução na taxa do IVA, redução no tempo mínimo para reforma, redução na taxa da Euribor, redução no índice de massa corporal ou outras coisas que eventualmente pretendam reduzir. Se for para aumentar também dá, só não se prometem é milagres.
Agora a sério, até podíamos fazer um selinho todo cor-de-rosinha e piroso, mas vocês não fizeram mal a ninguém, pois não, pobrezitos?

E pronto, em havendo dúvidas é só dizer, que nós estamos cá para as responder. Agora toca a participar minha gente, que eu estou que nem me aguento com falta de rambóia!

*Mas é claro que se quiserem transpirar connosco alguma fantasia marota, daquelas de gritar 'vai, si cariño, mi gustas, uuuuuui, tá quase, continua, boa, agora outra vez' não serei eu a dizer-vos que não.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Adenda ao ultimo post

Afinal existe algo que me irrita mais do que os post sobre sapatos.

Quem é que atura a Constança Cunha e Sá, a NÃO moderar um debate???
Quem é que atura a má educação do Paulo Portas????
Quem, mas quem????


P.S:Ainda que com alguma dificuldade concorde com uma ou duas coisas que ele diz!

P.S2:Sim, se querem mesmo saber gosto do Socrates, mas não entro em debates politicos por estas bandas.

Oh minhas amigas....

eu também sou miuda, eu também gosto de sapatos(quer dizer, eu é mais é botas e ténis)mas ainda assim não se aguenta a quantidade de posts sobre sapatos!!!!
Não se aguenta!!!!
Que fartura.

domingo, 30 de Agosto de 2009

Olha, assim de repente, que prenda tão gira que eu podia receber no meu aniversário #1

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T-shirt daqui.

Vá, chamem-me convencida. Who cares?

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Aos trinta deixas-te de merdas (soft core version)

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Na infância construimos castelos encantados no ar, na adolescência colocamos lá dentro personagens perfeitas, aos vinte tratamos da decoração de interior e aos trinta montamos um sistema de videovigilância para garantir que está tudo bem durante as nossas ausências.

Sim, aos trinta convencemo-nos de que somos muito práticas, modernas e organizadas. Achamos que temos tudo sob controlo mas, só por via das dúvidas, munimo-nos de uns quantos gadgets: a Nespresso para nos garantir a mesma qualidade no café, a Bimby para nos assegurar o jantar à hora certa e a pílula que, além de ajudar a controlar o número de herdeiros ao trono, ainda nos deixa os ciclos menstruais mais pontuais do que um relógio suiço.

Aos trinta tornamo-nos peritas em reconhecer sabores. Já saboreámos o sucesso profissional, as desilusões da carreia e, sobretudo, o ácido que nos sobe do estômago quando não temos tempo para almoçar. Conhecemos também o sabor de uma ou outra traição, da verdade nua e crua, do sémen e da maioria dos preservativos à venda no supermercado. Sabemos ainda distinguir como ninguém o gosto das lágrimas de tristeza do gosto das lágrimas de alegria e por aí em diante...

E é aos trinta que nos deixamos de merdas, ponto final. Descobrimos que nunca é tarde demais para se ser uma autêntica perversa e conta-se tudo num blogue.

Aos trinta talvez fiquemos um bocadinho senis.

domingo, 23 de Agosto de 2009

Hoje perdi a minha inocência

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Descobri que a menina ruiva que, nos anos 80, cantava isto:



É a mesma que, em 2002, apareceu assim na Playboy americana:


Esta é a maior desilusão da minha vida, logo a seguir à descoberta de que não existe uma fada dos dentes, de que os bebés não vêm de Paris e de que a Britney Spears perdeu, afinal, a virgindade aos 14 anos.

No meio de tanta desilusão, resta-me o consolo de saber que as mamocas bem talhadas da Tif são fruto de um habilidoso trabalho cirúrgico, conforme descrito aqui. Sim, meus amigos, que eu também (já) não acredito no pai Natal.

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Por favor....

haverá por aí alguem que me possa explicar o porquê de no Verão as senhoras e por vezes os senhores, quando se sentam nos transportes publicos, no restaurante, no trabalho acham por bem tirar o sapatinho, a sandália o chinelo e ficar ali com o pé de fora??????
O que leva as senhoras a arranjar as sobrancelhas quando estão no trânsito(e não, não estão no seu próprio carro, mas sim no autocarro)? O que leva aquele senhor horroso que costuma ir comigo no autocarro, a cortar as unhas ali à frente de toda a gente e que se arrisca a magoar alguém quando as unhas saltam para todo o lado.
O que levou aquela senhora estranha a descalçar a sua sandália e quando o motorista travou ela teve que andar meio autocarro ao pé coxinho?????
O que levou um senhor a parar o carro num parque de estacionamento em Benfica, tirar a meioca, puxar do corta unhas e zuca, vamos lá fazer a pedicure!!!!!

Poupem-me.....por favor!!!!!!

E quando eu pensava que o nojo acabava aqui, hoje, mesmo ao meu lado no comboio, uma senhorita para aí com 25/26 anos põe os pézinhos em cima do banco da frente, saca do verniz da mala e.......e é isso mesmo começou a pintar as unhas!!!!
Fiquei apazurdida.
Verdade, que é melhor pintar as unhas que andar com umas pintadas e outras por pintar....mas no comboio!!!!
Por favor, meus amigos, menos, muito muito muito menos!

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Frio muito frio


Acabei de abrir o frigorifico e reparei que parece enooooooooorme. Neste momento tem lá dentro:

-Alface.
-2 Iogurtes.
-2 Pessegos, 7 limas.
-6 Ovos

Ah, e aquilo que me parece mais importante:

-1 garrafa de Limoncelo
-1 garrafa de Cachaça.


Uhm.... das duas uma ou estou a precisar de ir às compras ou passo o fim de semana a alcool.
A segunda é claramente mais divertida.